Riscos digitais nas empresas são frequentemente ignorados por pequenos e médios negócios. Muitos empresários acham que “não sou alvo” ou “minha empresa é pequena demais”. A verdade é que 40% dos ataques cibernéticos miram PMEs porque elas têm menos proteção. Um ataque bem-sucedido pode quebrar uma pequena empresa.
Neste artigo, você encontrará nove dicas para se proteger.
Confira 9 dicas sobre riscos digitais nas empresas para as PMEs
1. Backups regulares (3-2-1)
A regra de ouro contra ransomware: 3 cópias, 2 mídias diferentes, 1 fora da empresa.
Para mitigar os riscos digitais nas empresas, o backup na nuvem é indispensável. O ransomware criptografa seus arquivos e pede resgate. Com backup, você não paga.
Teste a restauração a cada 3 meses. Backup corrompido não serve de nada.
2. Autenticação de dois fatores (2FA) para todos
A senha sozinha não é mais suficiente. Ela pode ser roubada por phishing.
Um dos riscos digitais nas empresas é a conta invadida. O 2FA adiciona um código enviado por SMS ou aplicativo autenticador.
Ative para e-mail, ERP, CRM, acesso à nuvem e redes sociais. 99% das invasões param no 2FA.
3. Treinamento de funcionários contra golpes
O funcionário é o elo mais fraco. Um e-mail bem escrito engana o mais experiente.
Para os riscos digitais nas empresas, o treinamento deve ser feito todo mês com simulações de phishing. O funcionário que clica em link falso é notificado e reciclado.
Em situações mais sensíveis, contar com um advogado direito digital pode ajudar a empresa a entender seus riscos e tomar decisões mais seguras. O phishing é responsável por 90% das invasões bem-sucedidas.
4. Controle de acesso (menor privilégio)
O estagiário não precisa acessar a folha de pagamento. O analista de marketing não precisa ver os contratos sigilosos.
Na gestão de riscos digitais nas empresas, o princípio do menor privilégio limita o dano. Se a conta do analista for invadida, o invasor não tem acesso a tudo.
Revise as permissões a cada 6 meses. Ex-funcionário ainda tem acesso? Isso é comum e perigosíssimo.
5. Softwares e sistemas sempre atualizados
Ignorar a notificação de atualização do Windows é deixar uma porta aberta para o invasor.
Um dos riscos digitais nas empresas mais comuns é a vulnerabilidade sem correção (patch). Hackers exploram brechas já conhecidas pelos fabricantes.
Configure as atualizações automáticas para os sistemas operacionais, navegadores e plugins (WordPress).
6. Firewall e antivírus atualizados
Firewall barato ou de provedor de internet não protege ameaças modernas.
Para gestão de riscos digitais nas empresas, o firewall de nova geração (NGFW) com assinatura de atualização de ameaças custa a partir de R$ 1.500.
O antivírus deve ser empresarial (não a versão gratuita). A atualização é diária.
7. Senhas fortes e gerenciadas
Senhas como “empresa123” ou “senha” são as primeiras tentadas.
Nos riscos digitais nas empresas, um gerenciador de senhas (Bitwarden, 1Password) permite senhas complexas sem precisar decorar.
A política de troca de senha a cada 90 dias é recomendada, mas o mais importante é não repetir a mesma senha em serviços diferentes.
8. Proteção contra vazamento de dados (LGPD)
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) prevê multas de até R$ 50 milhões.
Na gestão de riscos digitais nas empresas, dados de clientes e funcionários são sensíveis. O vazamento gera multa e dano à reputação.
A política de acesso a dados pessoais deve ser restrita. O descarte seguro de HDs antigos é obrigatório.
9. Plano de resposta a incidentes
Quando o ataque acontecer (e ele vai acontecer), você precisa saber o que fazer.
Para os riscos digitais nas empresas, o plano define quem desliga os servidores, quem avoca o advogado, quem notifica os clientes e quem aciona o seguro.
Teste o plano a cada 6 meses com um simulado. A equipe em pânico não pensa; segue o plano. Com essas nove dicas, sua PME estará muito mais protegida contra os riscos digitais.
